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O que tira o sono dos estudantes
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EFEITOS DA TECNOLOGIA
 
O que tira o sono dos estudantes
 
Estudo aponta que adolescentes de centros urbanos, mais expostos a internet e videogames, dormem menos que os da zona rural Aquele adolescente sonolento em sala de aula, que presta pouca atenção e tem dificuldade de aprender pode estar perdendo horas de sono por estar exposto demais às tecnologias. Estudos apontam que estudantes de centros urbanos estão dormindo entre uma hora e meia e duas horas a menos do que o necessário por dia.
 
A realidade é diferente na zona rural, onde internet, computadores e videogames não têm atrapalhado as horas de descanso.
 
A conclusão é resultado de pesquisas que serão apresentadas de hoje até domingo no 7º Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções, realizado em Gramado. Destacadas pelo neurocientista Fernando Louzada, da Universidade Federal do Paraná, as pesquisas também relacionam o sono com a proximidade entre a escola e a casa do adolescente. Estudos feitos com mais de mil alunos do Ensino Médio de Santa Maria, entre 2009 e 2010, revelou que poucos minutos que o adolescente dorme a mais e não desperdiça no deslocamento à escola podem fazer diferença na atenção em sala de aula.
 
– O adolescente não consegue dormir mais cedo só porque precisa levantar mais cedo. Então, se ele mora perto da escola, consegue dormir mais pela manhã – explica Louzada.
 
Conforme o cientista, o adolescente necessita dormir em média nove horas por dia. Pesquisas feitas no Paraná e em São Paulo indicam que os jovens com acesso às tecnologias, principalmente computador, dormem entre sete e sete horas e meia por noite, em dias letivos. Os adolescentes do meio rural conseguem deitar mais cedo. Pelo menos 53% dos entrevistados disseram dormir mais do que nove horas diárias.
 
– O sono dificulta a atenção e atrapalha o desempenho escolar. A privação do sono também está associada à alteração do humor e pode agravar quadros de depressão – alerta o especialista.
 
Especialista sugere mudança no horário de início das aulas
 
Uma das soluções, aponta Louzada, seria as aulas começarem mais tarde. O início das aulas às 7h, por exemplo, é inconcebível para o cientista.
 
Conforme a professora de Psicologia de Educação da UFRGS Tânia Beatriz Iwaszko Marques, as escolas deveriam considerar os aspectos biológicos se objetivassem o aprendizado.
 
– A determinação dos horários é escolhida apenas por questão administrativa, de organização dos espaços. Mas deveria se levar em conta a questão biológica, porque o aluno pode estar lá sem ser produtivo.
 
Dicas para driblar o problema
 
O que o adolescente pode fazer
A partir da hora de acordar, programe-se para nove horas de sono.
Não pratique atividades físicas intensas até três horas antes de dormir.
Evite bebidas estimulantes – como café – durante a noite.
Diminua a intensidade de luz de duas ou três horas depois do anoitecer.
Se assistir à TV, jogar videogame ou usar o computador, desligue o equipamento duas horas antes de deitar.
Dormir mais no final de semana pode ajudar a recuperar o sono, mas não anula o déficit da semana.
 
O que os pais podem fazer
Matricule os filhos em escolas mais próximas de casa pode melhorar o desempenho do adolescente em sala de aula.
Limite o uso das tecnologias, principalmente o computador, durante a noite
Converse e explique a importância do sono para manter a atenção no dia seguinte.
Deixe a claridade entrar no quarto do filho ao amanhecer. A luz emite estímulos ao cérebro de que é dia, hora de acordar.
Estimule seu filho a tomar banho pela manhã, o que, cientificamente, ajuda no despertar.
 
O que a escola pode fazer
Como o adolescente, biologicamente, tem dificuldades de dormir mais cedo, o ideal seria as aulas começarem mais tarde, não antes das 8h.
O sono deve ser entendido como uma necessidade básica, assim como a alimentação.
O professor não deve reprimir o adolescente sonolento. A sugestão é conversar e entender a origem do sono para tentar auxiliar o aluno.
O sono excessivo pode apontar distúrbio, por isso professores devem ficar atentos a hábitos dos alunos.
 
Fonte: Jornal Zero Hora – 15 de junho de 2011
16 de junho de 2011
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